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Aqui, Acolá e em toda Parte

O inverno sempre nos sugere uma boa leitura. Rebusquei em minha biblioteca um livro fantástico, daqueles que vale a pena reler sempre. Teve sua publicação proibida por muito tempo. Seu titulo original; “Our Stolen Future” de autoria de Colborn, Dumanoski e John Pertson traduzindo, O FUTURO ROUBADO.
Esta leitura trata-se de um relato cientifico carregado de mistério onde a credibilidade da publicação do assunto é por conta do gabarito dos autores, pois são referencias no mundo cientifico. O enfoque do livro trata dos produtos químicos no nosso cotidiano, como organoflorados, inclusive Dioxina. Faz uma relação histórica, relacionando estes produtos com aumento de números de pacientes com câncer, infertilidade, deficiências mentais e alterações morfológicas.
Vou apenas relatar a matéria que foi publicada do capitulo 8º do referido livro, sob o tema: “Aqui, Acolá e em toda Parte”. A ameaça representada pelos agentes químicos que alteram hormônios veio á tona em grande parte devido a uma série de surpresa e descobertas acidentais, mas nenhuma delas foi tão bizarra do que o incidente que teve início logo depois do natal de 1987 na faculdade de medicina da Universidade de Tufts, em Boston. Dr Ana Soto juntamente com seu colega de pesquisa de mais de duas décadas o Dr. Carlos Sonnenschein exploravam o porquê da multiplicação celular? Uma pergunta fundamental em biologia básica, além de central para o mistério do câncer, onde a multiplicação celular perde o rumo.
Os resultados intrigantes em suas experiências levaram os dois cientistas a reexaminarem suas conjecturas. Provavelmente a pergunta deveria ser o que faz com que as células param de se multiplicar? Eles estavam a todo o vapor na perseguição do inibidor, através de experiências com células humanas de câncer de mama uma linhagem que se multiplica na presença de estrógeno. Em circunstancias normais, o estrógeno induz o crescimento de tecidos no seio e no útero. Concluíam que este seria o inibidor. Se removessem o estrógeno do soro sanguíneo através de um processo especial de filtragem com carvão e então adicionassem a linfa a células de câncer de mama sensíveis ao estrógeno, as células paravam de se multiplicar.
Tomavam todos os cuidados e procedimentos para não permitir que qualquer variável alterasse os resultados, para isto inclusive apenas os 2 cientistas tinham acesso ao laboratório. Este sistema elaborado de precauções beirando a paranóia valera a pena. Jamais haviam tido problema, até aquela última semana de 1987.
Haviam preparado uma série de placas plásticas multi- compartimentadas, colocando as células de câncer de mama em doze copinhos e adicionando níveis diferentes de estrógeno a cada uma das minúsculas colônias de células. Alguma coisa parecia estar errada com a placa, com ou sem adição do estrógeno as células de câncer de mama se reproduziam como loucas. Em todos os anos de trabalho com células nunca haviam visto nada parecido.
A equipe preparou cuidadosamente mais uma leva de placas e mais uma vez observou-se a mesma proliferação galopante. O evento não era passageiro. A contaminação misteriosa ainda estava em algum lugar do laboratório. No fim a causa se provou além da imaginação mais fértil, algo ainda mais estranho e desconcertante do que sabotagem humana. Quatro longos meses frustrados se passariam para descobrirem quem era o estrógeno fantasma. A descoberta abalou até mesmo os veteranos que pesquisavam agentes químicos alteradores de hormônios.
Restava apenas uma possibilidade, os tubos de ensaio, o plástico que eles sempre tiveram considerado como uma substancia benigna e inerte, devia conter agentes químicos que podiam causar mudanças significativas e preocupantes em células humanas. Contataram com os fornecedores de tubos de ensaio e de placas plásticas. Constataram que tais produtos continham na sua composição química p-nonilfenol, um dos membros de uma família de agentes químicos sintéticos conhecidos como alquifenóis juntamente com poliestireno e polivinil cloreto conhecido como PVC. Fica um alerta dos problemas causados pela utilização do plástico em nosso dia-a-dia. Muitos países já excluíram o uso de plástico a muitos anos.

Luiz Carlos Zico Ledra

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